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Ergonomia e os Riscos Pouco Percebidos no Dia a Dia de Bares e Restaurantes

A Ergonomia em Bares e Restaurantes costuma ser deixada em segundo plano no setor de alimentação, mas ela impacta produtividade, saúde e até a qualidade do atendimento. Em ambientes onde o ritmo é acelerado, pequenos ajustes fazem grande diferença. Veja os principais pontos de atenção:

Principais Riscos Ergonômicos no Food Service

O dia a dia intenso do Food Service expõe os colaboradores a riscos ergonômicos que, a longo prazo, se tornam problemas de saúde e jurídicos:

•Posturas estáticas prolongadas: Cozinheiros inclinados sobre bancadas, atendentes em pé por longos períodos.

•Movimentos repetitivos: Bartenders montando drinks, ajudantes cortando alimentos, operadores de caixa digitando sem pausa.

•Alcance inadequado de utensílios: Utensílios altos demais, ingredientes distantes, necessidade de esticar o corpo o tempo todo.

•Altura incorreta de bancadas e equipamentos: Leva a sobrecarga lombar, dores nos ombros e fadiga constante.

•Fluxo de trabalho mal distribuído: Deslocamentos longos e desnecessários, cruzamento de rotas e sobrecarga de setores específicos.

Consequências para o Trabalhador e para o Negócio

A negligência com a Ergonomia em Bares e Restaurantes gera consequências diretas:

•Dores crônicas, tendinites e LER/DORT.

•Queda de desempenho ao longo do turno.

•Aumento do tempo de preparo e falhas operacionais.

•Rotatividade maior e afastamentos evitáveis.

Ações Práticas para Reduzir Riscos

Implementar a Ergonomia em Bares e Restaurantes não precisa ser complexo. Algumas ações práticas incluem:

•Ajuste do layout: aproximar utensílios e ingredientes do ponto de uso.

•Rodízio simples de tarefas ao longo do turno.

•Pausas curtas de microdescanso.

•Treinamento de consciência corporal e técnicas de posicionamento.

•Avaliação ergonômica profissional das estações de trabalho.

Documentos Essenciais para o Empresário

O ponto central aqui é a NR-17 – Ergonomia, que determina a necessidade de analisar as condições de trabalho e adaptar tarefas, mobiliário, equipamentos e organização do trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Além disso, muitas empresas precisam elaborar o AET – Análise Ergonômica do Trabalho, documento que detalha riscos, atividades, demandas físicas e cognitivas, e propõe medidas de melhoria. A atenção à NR-17 e ao AET é fundamental para a saúde do colaborador e a segurança jurídica do negócio.


Este conteúdo foi produzido por Cis Boscarino, colunista convidada do Mundo Food Service. A autora responde integralmente pela apuração, redação e curadoria das informações aqui apresentadas.

Cis Boscarino tem mais de 30 anos de atuação dedicados à Saúde e Segurança do Trabalho, com sólida experiência na aplicação prática das normas regulamentadoras. É proprietária e líder da NR, onde transforma desafios em soluções eficazes com foco em ambientes de trabalho seguros, saudáveis e humanizados. Seu trabalho é pautado pelo compromisso com a prevenção, capacitação de equipes e liderança técnica com propósito.

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